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Semicondutores em debate
Jornal do Brasil - Texto de Helena Mader.

Para debater a instalação de um pólo de semicondutores e componentes eletrônicos no DF, a Câmara Legislativa realizou ontem um seminário, por sugestão do deputado Augusto Carvalho (PPS), que contou com a presença de engenheiros e especialistas na área.
O empreendimento, que deve gerar investimentos de cerca de US$ 2 bilhões, está sendo disputado por outros países da América Latina e por outros Estados do País. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Amazonas também estão interessados em sediar o pólo.
O PhD em engenharia de materiais e gerente da Novelus, empresa americana do segmento, Tarek Suwwan, explicou o funcionamento dos pólos de semicondutores e falou sobre os benefícios de atrair empreendimentos do setor.
- Para que as empresas escolham o DF, é preciso investir em infra-estrutura, na indústria local e na capacitação de recursos humanos - garante Suwwan.
Os números envolvidos na negociação são atrativos. O pólo pode gerar mais de 6 mil empregos diretos e 32 mil empregos indiretos. A indústria de semicondutores cresce cerca de 15% ao ano e as 10 maiores empresas do setor devem faturar US$ 250 bilhões este ano.
O especialista do Ministério de Ciência e Tecnologia, Henrique Miguel, explicou que o governo já está trabalhando para tornar o país competitivo no setor de semicondutores. E garantiu que o DF tem condições básicas para sediar o pólo.
- Brasília tem alta renda per capita, bom nível de escolaridade, infra-estrutura moderna e boa localização geográfica. Mas a lista de exigências das empresas é extensa e é preciso elaborar um projeto que contemple todas elas - explica Henrique.
O GDF já reservou uma área de 176 hectares, próximo à Cidade Digital. A instalação de empresas de hardware ao lado da consolidada indústria candanga de software fortaleceria a economia do DF, garantem os especialistas.
O engenheiro e professor da UnB Rafael Souza garante que Brasília tem estrutura para formar profissionais qualificados para atuar no setor, pois a cidade já é o segundo mercado de informática do país.
- Na UnB há cerca de 2.700 alunos envolvidos com pesquisas e estudos na área de semicondutores. Boa parte dos recursos humanos formados na cidade vai para o eixo Rio-São Paulo ou para o exterior. Com o pólo de semicondutores no DF, vários especialistas voltariam à cidade - acredita Rafael Souza.



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